Essa é para os cariocas na faixa dos 30 anos.
Começo dos anos 90, na mesma época do estouro do Guns N' Roses, vira moda entre a classe media carioca sair para pixar muros e marquises. Na época sendo até um meio de integração social, já que se juntava favelado e playboy, a pixação reunia uma série regras e condutas de ascensão que constituíam um mundo a parte, um mundo real mesmo, com milhares de integrantes, estilo próprio, reuniões. Nesse mundo, o objetivo é o nome, a fama que o pixador vai conseguindo ao longo dos anos por colocar seu nome em lugares importantes e estratégicos. 


A lenda viva dessa época, o Rickson Gracie e Pele do grafite era o Vinga. Fora que colocou seu nome em igrejas a mais de 50 m de altura, conseguiu a façanha de subir no relógio da  Central do Brasil e por o nome  2 vezes na mesma semana, o que causou na época furor na imprensa brasileira, e ódio da policia, que matava pixador que nem água. Fora isso, conseguia sempre executar suas missões nas alturas, literalmente. Apesar de focar na zona norte, a zona sul também foi "brindada" com sua marca, e se pode encontrar ate hoje na Barata Ribeiro e Av. Copacabana. Reverenciado como um Deus por milhares de pessoas no rio, o paradeiro de vinga é desconhecido, só se sabe que nunca mais pixou, provavelmente foi pego e morto policia, que como dissemos o odiava.

 

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